Ana.cat

Ana Catarina contemplava aquele pergaminho perdida nos seus pensamentos quando um barulho seco lhe despertou a atenção, era o seu marido que acabara de entrar na camarata, e entendendo o momento que a condessa estava a passar a abraçou, e ela a ele duma forma que só um casal que passara por inúmeras provações e se conhecia tão bem como se o parceiro fosse ele mesmo e vice-versa.
Naquele momento ela não conseguiu pensar em mais nada, esqueceu os perigos que os esperavam em terra e a morte e a fome que lhes poderia bater à porta no futuro próximo, naquele momento pensava unicamente no homem que tinha diante de si, amava-o desde o seu primeiro encontro e agora ali estavam eles, abraçados como se fossem um só ser, enquanto lá fora os tormentos aguardavam ambos.
Ana levou os seus lábios até à face barbuda de Filipe, beijou-a suavemente e murmurou-lhe ao ouvido.
- Temos que nos ir juntar às restantes no convés - Ana colocou o pergaminho do salvo-conduto à vista do marido e completou - estão todos a aguardar isto.
A Monforte pegou na mão de Filipe e guiou-o até ao espaço aberto do convés onde todos a aguardavam para entregar o documento ao marinheiro. Ana apressou-se a fazer a entrega e de seguida deu espaço aos homens do engenho de cordas e roldanas que fazia descer o pequeno bote ao mar. Assim que aquela casca de noz caiu à água e o marinheiro no seu interior começara a remar lentamente em direcção ao Arsenal os viajantes começaram a dispersar-se do convés.
Ana ficou junto à proa a observar os fortes movimentos de braços do pobre marinheiro até o perder de vista.
Só voltaram a ver o bote quase uma hora depois. O marinheiro assim que recebido na caravela deu a boa nova aos viajantes: tinham autorizado para atracar na barra!
O Capitão ao ouvir isto deu imediatamente ordens para soltarem amarras e as velas, o Lusitano depois de largar passageiros e mercadoria ia entrar na doca seca para reparar os danos sofridos ainda em Alcácer do Sal e que devido à atribulada viagem se tinham agravado.
Ana não se contia em si de tão ansiosa que estava, era uma nova terra, uma nova cultura e pior, uma nova língua...
O Lusitano não demorou muito tempo a atracar, mais tempo demoraram os passageiros a carregarem para fora do navio os bens que mais necessitavam, no interior da caravela deixaram apenas os materiais necessários para a construção do "Arminho".
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Naquele momento ela não conseguiu pensar em mais nada, esqueceu os perigos que os esperavam em terra e a morte e a fome que lhes poderia bater à porta no futuro próximo, naquele momento pensava unicamente no homem que tinha diante de si, amava-o desde o seu primeiro encontro e agora ali estavam eles, abraçados como se fossem um só ser, enquanto lá fora os tormentos aguardavam ambos.
Ana levou os seus lábios até à face barbuda de Filipe, beijou-a suavemente e murmurou-lhe ao ouvido.
- Temos que nos ir juntar às restantes no convés - Ana colocou o pergaminho do salvo-conduto à vista do marido e completou - estão todos a aguardar isto.
A Monforte pegou na mão de Filipe e guiou-o até ao espaço aberto do convés onde todos a aguardavam para entregar o documento ao marinheiro. Ana apressou-se a fazer a entrega e de seguida deu espaço aos homens do engenho de cordas e roldanas que fazia descer o pequeno bote ao mar. Assim que aquela casca de noz caiu à água e o marinheiro no seu interior começara a remar lentamente em direcção ao Arsenal os viajantes começaram a dispersar-se do convés.
Ana ficou junto à proa a observar os fortes movimentos de braços do pobre marinheiro até o perder de vista.
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Só voltaram a ver o bote quase uma hora depois. O marinheiro assim que recebido na caravela deu a boa nova aos viajantes: tinham autorizado para atracar na barra!
O Capitão ao ouvir isto deu imediatamente ordens para soltarem amarras e as velas, o Lusitano depois de largar passageiros e mercadoria ia entrar na doca seca para reparar os danos sofridos ainda em Alcácer do Sal e que devido à atribulada viagem se tinham agravado.
Ana não se contia em si de tão ansiosa que estava, era uma nova terra, uma nova cultura e pior, uma nova língua...
O Lusitano não demorou muito tempo a atracar, mais tempo demoraram os passageiros a carregarem para fora do navio os bens que mais necessitavam, no interior da caravela deixaram apenas os materiais necessários para a construção do "Arminho".
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